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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Real Madrid e Bayern de Munique utilizam camisas feitas com plástico retirado do oceano

Mäyjo, 16.11.16

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Duas das maiores equipas de futebol mundial: Real Madrid e Bayern de Munique, usam nesta temporada camisolas feitas com plástico retirado do oceano. Elas garantem alta performance num dos desportos de maior contacto e competitividade.

As camisolas foram desenvolvidas pela fornecedora de material desportivo dessas duas potências do futebol, a Adidas, em parceria com a Parley for the Oceans. O Bayern de Munique usou as camisas Adidas x Parley na partida contra o TSS 1899 Hoffenheim, no dia 5 de novembro. Já o Real Madrid usará na partida contra o Real Sport Gijón, no próximo dia 26.

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O segundo produto da parceria são os tênis de corrida UltraBOOST Uncaged Parley. O design foi inspirado nas ondas do mar, trazendo uma malha feita com uma mistura de plásticos retirados do oceano (95%) e poliéster reciclado (5%). Os cadarços, a sola e o suporte do calcanhar também foram feitos com materiais reciclados.

“Esses lançamentos representam um novo passo na jornada da Adidas com a Parley for the Oceans. Nós não somente conseguimos criar um calçado de plástico no recicla do oceado, como também criamos a primeira camisola feita 100% com resíduos do oceano”, explica Eric Liedtke, membro do conselho executivo do Adidas Group e responsável por Global Brands.

O executivo afirma que o objetivo da empresa e da Parley for the Oceans para 2017 é retirar cerca de 11 milhões de garrafas PET de áreas costeiras. Todo esse material será transformado em novos produtos de elite e alta performance.

“Agora não estamos pensando só em gerar conhecimento para o problema. Queremos colocar em ação e implementar estratégias que possam acabar com o ciclo de poluição de plástico para sempre”, afirma Cyrill Gutsch, fundador da Parley for the Oceans.

 

Veja ao vídeo do projeto (em inglês):

 

 

 

Mar português na lista negra das águas mais poluídas

Mäyjo, 15.11.16

© RAFAEL MARCHANTE / REUTERS

 

O primeiro estudo sobre o lixo que flutua no mar português, realizado por uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro (UA), registou mais de 750 mil objetos a boiar. 

O estudo, centrado apenas no lixo com mais de dois centímetros e realizado em quase toda a Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, coloca as águas portuguesas na "lista negra" das mais poluídas, tanto mais que o lixo que boia à superfície do mar corresponde apenas a uma pequena parte do que está debaixo de água.

A recolha de dados foi efetuada no verão de 2011 por vários observadores, durante a campanha oceânica a bordo da embarcação Santa Maria Manuela, no âmbito do projeto "LIFE+ MarPro", coordenado pela Universidade de Aveiro. Os dados que agora começam a ser publicados correspondem à área entre as 50 e as 220 milhas náuticas, abrangendo assim grande parte da ZEE portuguesa.

Com o registo total de 752.740 objetos e uma densidade média de detritos marinhos flutuantes de 2,98 itens por cada quilómetro quadrado, os valores registados na ZEE nacional são similares aos de estudos realizados, por exemplo, no Mar do Norte, nas águas costeiras do Japão e na Península Antártica.

De acordo com Sara Sá, investigadora responsável pelo estudo do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro, entre os materiais encontrados, o plástico domina. Seguem-se a esferovite, restos de materiais de pesca, papel, cartão e pedaços de madeira.

O lixo com dimensões entre os 10 centímetros e um metro foi o mais abundante.

Estes objetos, explica Sara Sá, "incluíam vários tipos de plásticos, cabos e linhas de pesca, sendo por isso material bastante resistente e persistente, podendo flutuar por longos períodos de tempo".

Foi no norte da Zona Económica exclusiva que a equipa encontrou maior diversidade e abundância de lixo, resultado que a investigadora crê estar relacionado com o elevado número de corredores de navegação e embarcações de pesca a operar nessa zona, as quais podem representar importantes fontes de lixo flutuante nas águas oceânicas mais profundas.

 

Lusa

 

 

Cotonetes são os resíduos mais encontrados no mar e praias. Saiba porquê.

Mäyjo, 21.10.14

Cotonetes são os resíduos mais encontrados no mar e praias. Saiba porquê. (com VÍDEO)

Falar de lixo marinho é falar, sobretudo, de plástico. O tema está longe de ser tratado com a importância e seriedade que merece. Um exemplo: nos últimos 10 anos produziu-se mais plástico que em todo o século XX, sendo que muito deste acaba no oceano – há hoje 20 milhões de toneladas de plástico nos mares de todo o mundo.

 

“Estamos a depositar plástico no ambiente desde meados do século XX. Nessa altura não havia gestão de resíduos, nem se falava disso. Hoje já se fala na gestão de resíduos, mas a melhoria da sua eficiência é muito útil para reduzir este problema”, explicou ao Economia Verde Paula Sobral, da Associação Portuguesa de Lixo Marinho – uma entidade criada emNovembro e que procura trabalhar com todos os sectores da sociedade para minorar este gravíssimo problema que temos com o lixo marinho.

 

Com as tempestades das últimas semanas, grande parte do lixo marinho fica visível nas praias – como o Economia Verde testemunhou in loco. Há uns anos, este lixo era proveniente, sobretudo, das actividades marítimas. Hoje, ele tem origem terrestre – 80%.

Segundo Paula Sobral, há pequenos hábitos que podem mudar esta situação. Um exemplo: os cotonetes são dos resíduos mais encontrados nos oceanos e praias, uma situação que ocorre devido à sua deposição nas sanitas.

 

“As estações de tratamento não têm capacidade para reter esses cotonetes, que são demasiado finos e acabam no meio aquático”, frisa Paula Sobral.

 

Também os produtos esfoliantes, sobretudo os que se podem encontrar nas prateleiras dos supermercados, contêm partículas de plástico microscópicas e que são introduzidas, assim, no ambiente.

 

“[Estas partículas], juntamente com as pastilhas de resina virgem resultantes das fugas das indústrias e das fragmentação dos objectos maiores de plástico… todos estes conjuntos de pequenas partículas, os chamados microplásticos, acabam por ser confundidos por alimento pelos animais marinhos”, argumenta a responsável.

 

Saiba como estes problemas ainda nos vão assombrar durante dezenas de anos no episódio 203 do Economia Verde.

 

Foto: Praia da Saúde / José Carlos Ferreira